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NÍVEL DE ÁGUA NO RIO UMBELUZI PERMANECE CRITICAMENTE BAIXO

07-01-2017 15:22:40


Maputo, 6 Jan (AIM) - O nível do reservatório na barragem de Pequenos Libombos, no rio Umbeluzi, na província de Maputo, continua críticamente baixo, ameaçando o abastecimento de água às cidades de Maputo e Matola.

Embora tenha havido chuvas encorajadoras na bacia do rio Limpopo, na província de Gaza, o mesmo não acontece com as bacias dos rios Umbeluzi e Incomati, mais ao sul.

O último boletim hidrológico nacional, publicado na quinta-feira pela Direção Nacional de Recursos Hídricos, indica que o reservatório dos Pequenos Libombos está apenas em 14 por cento da sua quota máxima.

A barragem descarregava água a uma taxa de pouco mais de três metros cúbicos por segundo. Mas na quarta-feira apenas 0,69 metros cúbicos por segundo entraram no reservatório a montante, e na quinta-feira nenhuma água entrou.

Claramente, se não houver entrada de água no reservatório, não poderá continuar descarregando três metros cúbicos por segundo por muito tempo. O governo já proibiu o uso da água dos Pequenos Libombos para a agricultura irrigada, o que ameaça a produção nas plantações de banana e outras empresas agrícolas comerciais no vale do Umbeluzi.

A principal prioridade é garantir água suficiente para a estação de bombeamento e tratamento de Umbeluzi, que é a principal fonte de água potável para Maputo e Matola. O Umbeluzi nasce na Suazilândia, e a garantia de abastecimento de água para a zona metropolitana de Maputo depende das fortes chuvas na Suazilândia num futuro próximo.

Consciente de uma iminente crise de abastecimento de água, a Administração Regional de Águas do Sul (ARA-Sul) vem transmitindo regularmente avisos na televisão, mostrando o esgotamento dos níveis dos rios Umbeluzi e Incomati, e alertando que “A água é um recurso limitado e deve ser usada racionalmente”.

A ARA-Sul insta os consumidores a restringirem o uso de água. Enquanto a escassez atual dura, eles não devem lavar carros com água potável, e não devem deixar as torneiras funcionando enquanto escovam os dentes.

O reservatório da barragem de Corumana, no rio Sabie, o principal afluente do Incomati, é ainda menor do que o dos Pequenos Libombos. É menos de 12 por cento cheio, e na quinta-feira não estava descarregando qualquer água.

Noutras regiões do país, os rios e as barragens parecem estar a recuperar da seca de 2016, causada pelo fenômeno climático El Niño.

Chuvas na bacia do Limpopo elevaram o rio até o nível de alerta de inundação em Combomune, a montante, na quarta-feira. Essa onda de água está se dirigindo para Chokwe, no coração da agricultura irrigada do Limpopo, e a ARA-Sul alertou os fazendeiros para que mudem seus equipamentos para terrenos mais altos, para evitar sua submersão.

Existe também algum risco de inundações no rio Púngoè, na província central de Sofala. Ao meio-dia, na quinta-feira, o rio foi medido em 6,56 metros na estação hidrométrica de Púngoè Sul - que está ligeiramente acima do nível de alerta de 6,5 metros.
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PF/MAD/DT

(AIM)

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